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MUDANÇA NA CONTABILIDADE: AUDITORIA ALCANÇA EMPRESAS DE CAPITAL FECHADO

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Regra não prevê publicação, mas balanços terão auditoria independente

A recente aprovação da reforma da legislação contábil (Lei 11638/07) trouxe, entre outras alterações, a exigibilidade da auditoria dos balanços das companhias fechadas de grande porte através de firma de auditoria independente. Essa nova regra não exige a publicação em jornais, como acontece com as companhias de capital aberto.

As estimativas das empresas de auditoria dão conta no aumento de trabalho. Para a Deloitte Touche Tohmatsu Brasil a expectativa é de aumento de 30% no total de horas a trabalha para o setor industrial, em razão da mudança. Apesar desta afirmação há divergência quanto a estimar o número exato de companhias de grande porte e de capital fechado no país, até porque não há balanços publicados por estas empresas.

A PricewaterhouseCoopers (PwC) fala num número entre 100 e 150 novas empresas auditadas e a KPMG projeta de 150 a 200, a Ernst & Young espera um número bem maior do que isso e a Deloitte calcula cerca de 400 ou 500 companhias. No setor deve buscar mão-de-obra especializada para atender esta demanda. Ainda que boa parte das empresas sejam subsidiárias de multinacionais e já trabalhem com alguma auditoria, nem sempre elas são auditadas de forma geral. Ainda sim, o foco dos controles tender a área fiscal e não contábil.

Segundo a direção da empresa de auditoria KPMG, muitas dessas grandes empresas multinacionais já são auditadas pelo menos parcialmente, mas que outras que vão ter que iniciar o trabalho do zero. Apesar de às vezes a empresa ser relevante no Brasil, no consolidado global elas podem não ser. Neste caso, a firma que audita a empresa no mundo pode não exigir que os números da subsidiária local sejam checados por um parceiro no país.

A despeito dos motivos para comemorar, há uma grande preocupação no setor com a capacitação dos profissionais, em função da grande mudança cultural necessária. A grade curricular da formação em contabilidade era, em sua origem, focada no padrão americano US Gaap quando tratava-se de padrão externo. Agora, está mais voltada ao IFRS. A preocupação deve-se, especialmente, pelo fato de que os registros dependerão muito mais do julgamento do contador, no padrão internacional, do que nas regras nacionais atuais e, até mesmo, do que no US Gaap.


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