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SINCOLON LANÇA REVISTA ESPECIAL

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Silvio A.Teixeira (FORTCON e PUC): veja a matéria com a entrevista

Formando Novos Contadores
Reportagem de: Kellen Lopes

Escolher uSilvio A.Teixeira com representantes do SINCOLONma profissão não é tarefa fácil, principalmente para os jovens que estão completando o ensino médio e prestes a encarar pela primeira vez o vestibular. Uma decisão que deve ser analisada com bastante atenção. Além de decidir o curso, outro fator que deve pesar é a escolha da instituição de ensino, análise da grade curricular, o reconhecimento do MEC e, sem dúvida, o corpo docente. Requisitos que devem ser observados durante a escolha de um curso.


Incertezas estas que persistem às vezes até depois da aprovação no vestibular e no decorrer do curso. Uma realidade praticamente incomum ao perfil das pessoas que escolhem cursar Ciências Contábeis. Os coordenadores dos cursos de ciência contábeis de Universidades e Faculdades entrevistados pelo Sincolon foram unânimes em afirmar que a maioria das pessoas que buscam o curso sabe o que quer, já teve ou possui algum contato com a área.

Características importantes, mas que não descarta dificuldades que surgem na vida acadêmica com um emaranhado de normas, leis e regulamentações que surgem no dia a dia da profissão. Aliar a teoria com pratica, de forma a contribuir com o aprendizado do aluno é um desafio. “O aluno tem que ter além do conhecimento técnico, outros predicados como uma boa formação geral, relação interpessoal, visão sistêmica, saber enxergar o lugar onde ele está inserido, liderar equipe, inteirar-se das normas nacionais e internacionais e entender sobre gestão”, destaca Sílvio Teixeira, coordenador do curso de Ciências Contábeis da PUC-PR, em Londrina.

Procurando atender as exigências do mercado e aproximar o acadêmico das situações reais, as instituições desenvolvem ações de formas diferenciadas que viabilizem as questões que englobam a contabilidade. Empresas de Contabilidade Júnior e laboratórios de práticas contábeis, entre outros métodos, são adotados dentro das universidades e faculdades.  “Desenvolvemos um ensino por habilidades e competência, em que trabalhamos com situações problemas e o aluno tem que resolver. Para isso, ele precisa de um referencial teórico para solucionar a questão”, explica Lucas Apolo de Carvalho, coordenador do Curso de Ciências Contábeis da INESUL, referindo-se a estrutura pedagógica após a Resolução 10/2004 do MEC.

Novas diretrizes começam a ser traçadas e os projetos pedagógicos das instituições de ensino superior passam por mudanças. A informática torna-se peça chave do curso e o “tec-tec” das máquinas de escrever sai de cena. Outras ferramentas começam a ser utilizadas visando estreitar o laço entre academia e mercado. “A vida profissional não começa quando o aluno termina a faculdade, ela inicia-se no primeiro dia de aula, quando ele passa a se inteirar com outros alunos, professores e demais profissionais da área, que serão futuros colegas de profissão”, ressalta Eduardo Nascimento da Costa, coordenador do Curso de Ciências Contábeis da UNIFIL.

De acordo com Ranulfo Santana de Castro, coordenador do Curso de Ciências Contábeis da FACCAR, um fator perceptível nos últimos anos está relacionado “ao papel que o contador tem que desempenhar voltado para gestão, orientando os clientes nas tomadas de decisões”.
Diretamente relacionada com as questões que englobam a sociedade atual, o contador tem que ter ainda uma visão sócio-ambiental. “Não se admite a atuação de uma empresa sem uma responsabilidade social. O contador tem que estar ‘antenado’ a esse tipo de necessidade, pois isso reflete na contabilidade e a contabilidade tem que refletir essa posição responsável da empresa”, comenta Eduardo.

“A grade curricular foi atualizada contemplando assuntos mais atuais como contabilidade ambiental, social e cientifica”, conta Marcelo Molina, coordenador do Curso de Ciências Contábeis da UNOPAR. Ele ainda comenta que a contabilidade é muito complexa e que é um desafio ensinar tudo que a profissão engloba. Para atender o dinamismo da contabilidade e ao sistema de leis que surgem sucessivamente, as instituições de ensino superior deixam espaço nas ementas para serem completadas com conteúdo de atualização. A exemplo disso tem o Super Simples que entrou em vigor em 2007, provocando mudanças no sistema de tributação.

Outra forma de atualização que o aluno deve buscar são os cursos e palestras oferecidos por Sindicato e Conselhos e a participação em eventos da área, como o Ciclo de Estudos Contábeis realizado pelas universidades e faculdades. “Hoje o Ciclo de Estudos Contábeis realizado em Londrina é considerado o maior ciclo do Brasil na área contábil estudantil. Conseguimos reunir instituições concorrentes na organização do Ciclo, porque somos professores e acima de tudo profissionais, parceiros”, afirma Ranulfo. O professor ainda completa dizendo que a realização desse trabalho é praticamente impossível em outros lugares.

Maria Aparecida Scarpin, coordenadora do Curso de Ciências Contábeis da UEL, destaca também, que o aluno “não pode só ter a formação, a parte técnica, ele precisa de algo mais para ser competitivo”.  Após a conclusão do curso, tem-se que buscar as especializações e continuar se atualizando. O professor Sílvio Teixeira complementa que “Pós-graduação não é diferencial, mas é pré-requisito. Hoje a idéia é que o profissional passe a vida estudando para acompanhar o mercado”.

Segundo os coordenadores, dificilmente o acadêmico de Contábeis, após o término do curso, fica sem emprego. O mercado absorve completamente mostrando que a contabilidade como uma área é e pode ser promissora.

Características que ficam nítidas também no desenrolar do curso, quando o aluno é obrigado a cumprir as horas de estágios determinados pelo MEC. As empresas buscam os estagiários na universidade e às vezes não encontram porque os alunos já estão estagiando. “Não temos mais aluno estagiário do 3º e 4º ano de contábeis para oferecer as empresas”, Maria Scarpin comenta a realidade da UEL.

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