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Londrina, sexta-feira, 10 de setembro de 2010. |
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Notícias FUTEBOL S/A: A HISTORIA DA RECUPERAÇÃO FINANCEIRA DO COLO COLO terça-feira, 9 de janeiro de 2007 Veja como a colocação de ações na bolsa reverteu a insolvência do clube chileno. No dia 18 de outubro do ano passado, os operadores da Bolsa de Comércio de Santiago ficaram eufóricos lendo o caderno de esportes dos jornais. As manchetes que atraíam a atenção de todos era o fato de o atacante do Colo Colo Matías Fernández ter sido contratado pelo espanhol Villareal. O passe do chileno para a Espanha superou os US$ 9 milhões e os operadores só se concentraram em suas benditas pernas, que elevou sua equipe na Copa Sul-Americana. Hoje, na bolsa santiaguina, todos devem ler, ver e saber de futebol. Assim acontece desde 24 de junho de 2005, quando as ações do Colo Colo começaram a ser negociadas. Até na Superintendencia de Valores e Seguros (SVS), A grande jogada. Com sua chegada ao mercado, o Colo Colo faz história. É o primeiro clube na América que se lança à bolsa, tal como o fazem os clubes europeus Manchester, Arsenal, Newcastle ou Juventus. A diferença é que abriu capital depois de três anos quebrado, sob intervenção de um síndico, asfixiado por credores e escassos triunfos no campo. Sua dívida ultrapassava os US$ 38 milhões e faltavam apenas quatro meses para o remate de todos seus ativos, o que jogaria no lixo 80 anos de história. “Mas o Colo Colo é o Chile e era preciso salvá-lo”, diz José Miguel Barros, diretor de finanças corporativas da corretora Larraín Vial e diretor da B&N, em Santiago, repetindo as palavras dos torcedores do clube. “O futebol é um negócio muito atraente que não existia na bolsa e esse é um de seus tantos atrativos.” Está certo: as ações do clube registram uma alta de mais de 90% este ano. Ressuscitar Junto com a Larraín Vial, representada por José Miguel Barros e “Achavam que éramos loucos, já que o trabalho parecia impossível”, diz Cristián Varela. Fala das três barreiras que tiveram que enfrentar: a) convencer os credores que iam colocar dinheiro sobre a mesa depois da colocação das ações; b) lidar com os torcedores que votavam na junta para que também dessem sua aprovação; e c) adaptar a lei chilena para que o clube pudesse sair ao mercado. O último foi o mais difícil, pois a lei de Sociedades Anónimas Deportivas vigente até então não estabelecia a fórmula que necessitavam para o pagamento da dívida fiscal, superior a US$ 13 milhões. “Quando entramos na discussão, foi proposto que se entregassem em concessão todos os bens do clube”, diz o advogado Arturo Marín, que conseguiu que em seis meses se aceitassem as modificações e fosse entregue à B&N a concessão por 30 anos. “Houve boa acolhida no Ministério da Fazenda e no Congresso, ainda que o difícil era que acreditassem que se podia administrar bem e profissionalmente.” Fonte: Francisco Vega (Santiago/Chile). AméricaEconomia. < voltar para o índice de notícias |
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