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Londrina, sexta-feira, 10 de setembro de 2010. |
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Notícias AUMENTA A PROCURA POR AUDITORES E CONTROLLERS quarta-feira, 27 de dezembro de 2006 Fonte: Valor Online – A evolução e as oportunidades na carreira de auditor e controller Primeiro foram as consultorias e auditorias externas, encarregadas de mapear os riscos financeiros e operacionais e atestar os sistemas de controle de processos das companhias obrigadas ou interessadas em se adequar aos parâmetros da lei americana Sarbanes-Oxley (Sox) até o fim do ano passado. Agora chegou a vez das próprias empresas correrem atrás de profissionais com conhecimento das normas criadas há quatro anos nos Estados Unidos para evitar a repetição das fraudes corporativas expostas nos escândalos contábeis das empresas Enron e WorldComm. As subsidiárias de companhias abertas americanas, que em função da lei precisam manter os certificados dos procedimentos de controles internos e gestão de risco junto à SEC (Securities and Exchange Commission) puxam a demanda, mas elas começam a ser acompanhadas por empresas locais que desejam adotar os conceitos de governança corporativa, têm planos de abrir capital ou querem buscar parceiros no exterior. O movimento está provocando uma demanda por especialistas para auditorias internas e outras áreas críticas que não está sendo suprida pelo mercado. A busca por profissionais nas áreas de contabilidade e tecnologia da informação que conhecem a Sox, metodologias de gestão por projeto e sistemas de controle de riscos cresceu 45% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2005 somente no Estado do Rio Grande do Sul. Os dados resultam de uma pesquisa da empresa Produtive/RS, que registrou 47 novas vagas de janeiro a março, mas sequer conseguiu encontrar candidatos capacitados para 25% a 30% dos casos, conforme o estudo. A procura não se limita às áreas financeiras. Um estudo recentemente concluído pela empresa Deloitte com 250 empresas de todo o mundo concluiu que mais de 90% delas se preocupa com os chamados "riscos não financeiros" dos negócios devido, principalmente, ao aumento da competição global, à necessidade de preservação da imagem corporativa, à influência crescente dos clientes e ao desenvolvimento mais rápido de produtos e serviços. Ao mesmo tempo, apenas 34% das entrevistadas relataram que já monitoram adequadamente esses tipos de riscos. O perfil dos profissionais desejados também varia. Há ofertas inclusive para analista sênior e não apenas para gerentes ou coordenadores. As oportunidades estão abertas tanto para executivos mais experientes, na faixa de 45 anos de idade e mais de dez de mercado, que "não se deixam defasar" e têm nível de gestor, quanto para jovens de 25 a 32 anos de idade, dois a cinco de carreira e "multiqualificados". Ambos, porém, ainda são "aves raras" no mercado. A escassez tem reflexos na remuneração, que chega a ficar 25% acima da média. No Rio Grande do Sul, um mercado bem menor do que São Paulo, um controller com essas habilidades pode ganhar até R$ 15 mil por mês, dependendo do porte da companhia. Outra conseqüência é que, na falta de gente qualificada disponível, muitas empresas estão recorrendo ao recrutamento e treinamento internos para suprir as vagas. Foi o caso da AGCO , fabricante americana de tratores e colheitadeiras com operações no Rio Grande do Sul e em São Paulo. No início deste ano a empresa procurou durante dois meses um engenheiro de qualidade com forte conhecimento de controles internos para a unidade de Mogi das Cruzes (SP) e acabou sendo obrigada a buscar a solução dentro de casa, lembra o gerente de risco Paulo Striebel. "Estamos selecionando pessoal para a área de custos e incluímos nos requisitos desejáveis o conhecimento da Sox e de controles internos", explica. O próprio Striebel foi contratado pela AGCO em 2003 na onda da certificação global da companhia, concluída já em 2004. Junto com a consultoria da PricewaterhouseCoopers, a empresa levantou 60 processos com "alguma deficiência" na fábrica de tratores em Canoas (RS) entre junho de 2003 e junho de 2004 e depois a KPMG, contratada como auditoria externa, revisou os fluxos operacionais e financeiros, os sistemas de informação e os controles internos de acordo com a Sox. Hoje Striebel é responsável pela manutenção e acompanhamento dos controles internos da AGCO, com uma equipe de mais três pessoas distribuídas no Rio Grande do Sul, São Paulo e também na Argentina. Aos 39 anos, o gerente é graduado e pós-graduado em ciências contábeis e economia e foi para a fabricante de tratores e colheitadeiras com um aumento de 20% no salário depois de quatro anos trabalhando na área de controle interno da operadora de telefonia móvel Claro Digital. "O mercado está bastante aquecido para o pessoal que tem conhecimento de Sox e fluência em inglês", constata Clarissa Schüller Pereira da Silva, de 34 anos, auditora interna da AES Sul, distribuidora de energia elétrica que opera em parte do Rio Grande do Sul. Formada em contabilidade com pós-graduação na mesma área e em economia, foi contratada há pouco mais de um ano para uma equipe constituída por dez pessoas depois de passar pela Coopers & Lybrand (que mais tarde se fundiu com a Price) e por empresas como General Motors e Dana com um salário quase 60% maior do que o anterior. "Vale a pena se preparar para isto", confirma a colega de Clarissa, Fernanda Baldasso Ferreira. Aos 26 anos e graduada em administração com ênfase em análise de sistemas, ela também chegou na AES Sul há pouco mais de um ano depois de dois anos na Deloitte, onde havia ingressado como trainee e que faz a auditoria externa do grupo, com uma remuneração quase 100% maior. Segundo Clarissa, a AES Corporation foi certificada nos Estados Unidos no ano passado e a "cultura do controle" já está incorporada no dia-a-dia de todas as áreas da empresa. Da Deloitte também saiu o coordenador de sistemas de tecnologia da informação da John Deere no Brasil, Lúcio Braga. Há dois anos na fabricante de tratores e colheitadeiras auditada externamente por sua ex-empresa, ele ingressou como analista sênior, foi para a auditoria interna e agora monitora o trabalho de uma equipe de dez gestores de processos ligados à segurança e controle de acesso aos bancos de dados. "Damos prioridade para o recrutamento interno, mas também buscamos pessoas nas grandes auditorias", explica Braga. Fonte: Valor Online < voltar para o índice de notícias |
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